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Empresa propõe acordo de dois anos, mas sindicato cobra melhorias para atender às reivindicações dos trabalhadores. Nova rodada de negociação será marcada.

A CPFL Santa Cruz apresentou uma nova proposta para o Acordo Coletivo 26/27 durante a quinta rodada de negociação. Embora o Sindicato reconheça avanços na negociação, a proposta foi rejeitada por ainda estar muito aquém do esperado pelos trabalhadores.

A empresa propôs um acordo com vigência de dois anos, com reajuste de 4,22% (IPCA) para salários, benefícios e piso salarial em 2026.

Para o próximo período, a empresa apresentou reajustes vinculados ao IPCA de setembro de 2027. Apesar dos avanços em alguns pontos, o conjunto das condições apresentadas ainda não atende às expectativas do sindicato.

Segundo o presidente do Stiehi, André Paladino, a negociação avançou, mas é necessário melhorar para se chegar a um resultado satisfatório. “A gente entende que houve avanço, mas ainda está muito aquém daquilo que nós estamos esperando”, afirmou André.

Ainda na mesa de negociação, o Sindicato voltou a cobrar que a negociação da PLR seja realizada por meio de um acordo específico, separado do Acordo Coletivo. Para o sindicato, não é aceitável que a discussão sobre o cumprimento de metas e as condições da PLR aconteça sob a pressão de uma negociação que envolve o salário mensal dos trabalhadores.

Salários e direitos garantidos não podem ser usados como instrumento de pressão para negociar metas e resultados, a PLR precisa ter negociação própria, transparência nos indicadores e regras claras, sem misturar assuntos diferentes para limitar o poder de negociação dos trabalhadores.

Diante da insuficiência da proposta, o Stiehi decidiu rejeitá-la. Uma nova agenda de negociação será marcada para dar continuidade às tratativas com a CPFL Santa Cruz.

O sindicato segue cobrando melhores condições para os trabalhadores, com avanços que representem uma valorização efetiva e atendam às reivindicações apresentadas na negociação coletiva.

 

Tabela